Episema

08 Novembro, 2009

Sétimo Selo

Quando Ele abriu o sétimo selo, fez-se no céu um silência de cerca de meia hora... Seguidamente, os sete anjos que tinham as sete trombetas prepararam-se para as tocar.

Bíblia, Apocalipse 8:1 e 8:6


Estes são os versículos que servem de epígrafe a esta obra de Ingmar Bergman, demasiado magnífica para que, perante o achado, eu não a partilhasse.

A narrativa segue um cruzado da Idade Média que ao regressar a casa após uma campanha é confrontado com a morte, conseguindo seduzi-la a jogar uma partida de xadrez.
Enquanto o jogo durar a morte não o ceifa e se o cruzado ganhar, a morte liberta-o.
Serve esta alegoria como pretexto a uma reflexão sobre fé, esperança e o sentido da vida.

Pipocas e Coca-Cola #2 - 'Dead Poets Society' (O Clube dos Poetas Mortos)

They're not that different from you, are they? Same haircuts. Full of hormones, just like you. Invincible, just like you feel. The world is their oyster. They believe they're destined for great things, just like many of you. Their eyes are full of hope, just like you. Did they wait until it was too late to make from their lives even one iota of what they were capable? Because, you see gentlemen, these boys are now fertilizing daffodils. But if you listen real close, you can hear them whisper their legacy to you. Go on, lean in. Listen, you hear it? Carpe — hear it? — Carpe, carpe diem, seize the day boys, make your lives extraordinary.

07 Novembro, 2009

Da humanidade

Diz assim John Donne:

Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da Terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do género humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.

25 Setembro, 2009

Dia de reflexão

Finalmente um dia sem falar de política!

22 Setembro, 2009

Afonia


As tears go by
(Jagger/Richards)

It is the evening of the day
I sit and watch the children play
Smiling faces I can see
But not for me
I sit and watch
As tears go by

My riches cant buy everything
I want to hear the children sing
All I hear is the sound
Of rain falling on the ground
I sit and watch
As tears go by

It is the evening of the day
I sit and watch the children play
Doin things I used to do
They think are new
I sit and watch
As tears go by

16 Setembro, 2009

Saab


Quero.

Renovações

Há momentos, estava eu a conduzir numa avenida muito movimentada, onde diria que se circula a uma média de 70 ou 80 km/h.
Vejo uma velhota a atravessar a passadeira.
Um exemplo clássico da velhota da aldeia, mas como que teletransportada para o seio do tecido urbanístico.
Metro e quarenta de altura, face austera, lenço na cabeça, corcunda, auxiliada por um cajado, 80 anos, a olho.
Parei na passadeira e fiquei a olhar para ela como se estivesse na presença material de um flashback, com semelhante fascínio ao de encontrar um vendedor que anda de porta a porta vendendo batatas ou ao de encontrar um ardina na Rua Augusta.
A velha não olhou para mim. Em boa verdade, a velha nem olhou para a estrada para ver se vinha alguém, apesar da movimentação. Simplesmente meteu os pés a caminho.

O que achará ela do mundo de hoje? Senti-lo-á como seu?
Compreende-o?
A juventude permite-me compreende-lo melhor que ela?

15 Setembro, 2009

Docência persistente

A sério, excelentísismos senhores professores universitários, porque insistem?

12 Setembro, 2009

Mexe o tutu


Finalmente decidi-me a comprar uma bicicleta, mesmo em dia de chuva (pelo menos na altura estava a chover).
É a da foto.
Já fui experimentá-la e sabe tão bem voltar a sentir os pulmões!

Agora, há uma questão que não me sai da cabeça: como é que volta e meia aparecem aqueles senhores na televisão a dizer que é boa ideia ir para o trabalho de bicicleta? Terão eles banheira e chuveiro no emprego?
Em nome da vida social dos ditos senhores e da qualidade do ar dos escritórios visados, espero que sim.

O título do post? Ei-lo:

:)

Valeria a pena ter inventado a Internet só por isto

Refiro-me ao iTunes U e colocá-lo-ia, em importância, perto da Wikipedia.

Todos sabemos ser mais intuitivo ver como se faz do que ler como se faz.
É por isso que, como exemplo, um texto que pretenda ensinar alguém a tocar piano vale de muito pouco comparado com um professor que ensine efectivamente a tocar piano.
Isto aplica-se à música, à matemática, às línguas e possívelmente a todas as áreas do conhecimento, seja ele de que natureza for.

O iTunes U trata-se de uma secção na iTunes Store, de acesso gratuito, em que podemos assistir a cursos ou palestras sobre os mais diversos e interessantes temas.
Mas o que torna o iTunes U verdadeiramente especial é quem está na origem dos seus conteúdos.
Refiro apenas alguns dos muitos nomes sonantes: Cambridge University; Carnegie Mellon University; Harvard; MIT; Oxford University; Stanford; Yale.
A estes pesos pesados académicos juntam-se outros, não menos leves, como: Library of Congress; Metropolitan Museum of Art; The New York Public Library; Tate; Victoria and Albert Museum.

Não vou sublinhar um ou outro exemplo do que se pode encontrar no iTunes U.
Deixo essa boa surpresa para quem se interessar em explorá-lo.

Vale a pena referir ainda que tratando-se, afinal de contas, do iTunes, a funcionalidade de pegar nestes pedaços de conhecimento de topo e levá-los para qualquer lado no iPod está garantida. Mais, com um iPod Touch ou um iPhone é possível descarregá-los directamente a partir destes aparelhos.

Termino, como se exige, com um curto vídeo explicativo do funcionamento do iTunes U: